O câncer colorretal é o terceiro tipo de câncer mais diagnosticado no mundo. No Brasil, estima-se que dezenas de milhares de novos casos sejam diagnosticados a cada ano — e uma parte expressiva deles poderia ter sido detectada em estágio inicial, quando as chances de cura são muito maiores.
O problema é que, na maioria das vezes, o câncer colorretal não dói. Não provoca sintomas evidentes nas fases iniciais. Quando o paciente percebe algo diferente, a doença já pode estar avançada.
O que é rastreamento e para quem é indicado
Rastreamento não é diagnóstico. É a busca ativa por sinais de doença em pessoas que ainda não têm nenhum sintoma. A progressão de um adenoma para câncer leva, em média, cerca de 10 anos — uma janela de tempo real para detecção e prevenção.
As diretrizes internacionais recomendam que pessoas com risco médio iniciem o rastreamento a partir dos 50 anos de idade.
Por que o Brasil está atrasado
Um estudo co-publicado pelo Dr. Tiago Bezerra comparou o teste de guáiaco (G-FOBT) — o único disponível gratuitamente no sistema público brasileiro — com o método imunoquímico (I-FOBT), mais moderno. Os resultados mostraram que a adesão ao I-FOBT foi de 64%, contra 50,4% no G-FOBT. Um teste que mais pessoas fazem identifica mais casos.
O que acontece quando não há rastreamento
A sobrevida em 5 anos para o câncer colorretal diagnosticado em estágio inicial supera 95%. Para a doença metastática, essa taxa cai para menos de 10%. Essa diferença representa, na prática, a diferença entre um tratamento cirúrgico com alta probabilidade de cura e um tratamento paliativo.
Se você tem entre 50 e 75 anos e ainda não fez rastreamento, converse com o Dr. Tiago Bezerra no Centro de Oncologia Superia — R. Apeninos, 429, Aclimação, São Paulo.





