Cirurgia robótica para câncer colorretal: o que mudou e por que isso importa para o paciente

Durante décadas, a cirurgia para câncer colorretal foi feita com incisão aberta no abdome. Nas últimas duas décadas, a cirurgia minimamente invasiva transformou completamente os padrões de tratamento — e a plataforma robótica representa o estágio mais avançado dessa evolução.

O que é a cirurgia robótica

A cirurgia robótica não é realizada por um robô de forma autônoma. É conduzida integralmente pelo cirurgião, que opera em um console com visão tridimensional em alta definição, controlando braços articulados por pequenas incisões. Os instrumentos têm 7 graus de liberdade de movimento e o tremor das mãos é filtrado pelo sistema.

Por que o câncer colorretal se beneficia especialmente

O reto fica na parte mais profunda da pelve, rodeado pela bexiga, nervos e útero. Na cirurgia robótica, os instrumentos articulados permitem dissecar estruturas delicadas com controle milimétrico — decisivo para preservar os nervos pélvicos e garantir margens adequadas.

Um ensaio clínico publicado no JAMA em 2025 demonstrou que a cirurgia robótica para câncer de reto médio e baixo oferece menor taxa de recorrência locorregional (1,6% vs. 4%) e melhor preservação da função urinária e sexual em comparação à laparoscopia.

O que muda na prática

Comparada à cirurgia aberta, a abordagem robótica está associada a menor sangramento, menor tempo de internação e recuperação mais rápida.

Para saber se a cirurgia robótica é indicada no seu caso, agende uma avaliação com o Dr. Tiago Bezerra no Centro de Oncologia Superia — R. Apeninos, 429, Aclimação, São Paulo.

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