Um exame simples — a pesquisa de sangue oculto nas fezes — pode ser o primeiro passo para identificar um problema antes que ele se torne grave. Mas nem todos os testes são iguais.
Um estudo prospectivo co-publicado pelo Dr. Tiago Bezerra comparou os dois principais tipos disponíveis: o teste de guáiaco (G-FOBT) e o teste imunoquímico (I-FOBT), acompanhando 1.500 indivíduos assintomáticos entre 50 e 75 anos.
Como funciona cada teste
O teste de guáiaco (G-FOBT) detecta o componente heme da hemoglobina — presente tanto no sangue humano quanto no sangue de animais. Exige restrições alimentares e três amostras de fezes em dias diferentes.
O teste imunoquímico (I-FOBT) detecta a globina humana — específica do sangue humano. Não exige restrições alimentares, e uma única amostra é suficiente.
O que o estudo encontrou
- Adesão: 64% (I-FOBT) vs. 50,4% (G-FOBT)
- Taxa de positividade: 9,8% (I-FOBT) vs. 2,6% (G-FOBT)
- Valor Preditivo Positivo para lesões significativas: 33% (G-FOBT) vs. 21% (I-FOBT)
O I-FOBT é mais sensível — detecta mais casos. O G-FOBT é mais específico quando positivo, mas a barreira de adesão reduz seu impacto real na população.
Para orientação sobre rastreamento adequado ao seu perfil de risco, agende uma consulta com o Dr. Tiago Bezerra no Centro de Oncologia Superia — R. Apeninos, 429, Aclimação, São Paulo.





